
À doce criatura
Mais que humana, estelar,
a tempestade de existires.
Consagro-te aos meus desvelos
E ofereço-te cornucópias,
claves e redomas.
Tua pele estendida
nos varais do tempo, mesuras.
Que tua carne contemplada
É trilha tatuada no desejo.
Mais que humana, insular,
a nau rútila de existires.
Petrificas-me o riso
sobre a muralha do silêncio
e rasgas a noite, rasuras,
onde longe é único lugar.
Não a ti decifro, mas devoro-te
em cornucópias, claves e redomas.
Até gastares os trilhos
da minha estupidez.
G.
“... Sim, é muito bom esse estado poético, pena que não nos permitem perpetuá-lo, mando-te o poema que te dedico o outro írá depois.
Saibas que és a terceira pessoa no planeta a desfrutar de meus poemas, o que não é nenhum privilégio, mas é-me uma cara escolha, portanto aceites esse pequeno legado de um poeta pequeno de sentimento grande.
Beijos no pescoço...
G.”
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