quarta-feira, 9 de maio de 2007

Ambigüidade, paradoxos & antinomia...


Tua vinda sempre inesperada
Não traz apenas o espectro do passado
Mas a ambigüidade do velar-se e desvelar-se
Resvalo
Revelo-me em paradoxos
Prevejo o enleio
Transfiguração e impacto
Reconheço minha antinomia
Enquanto ofuscas meu ser
Rutilo em mil partículas a saltarem dos olhos
Do peito, cinabre órgão emite notas
Acordes dissonantes

Nem mesmo tácito acordo
Firmado internamente
Na treva circundante
Quando afugentou incessante
Taciturna solidão
Horas de espera em vão
Nas noites e nos tristes dias
O coração banhado de silêncio
Dor e agonia
Pela canção de amor que não ouvia
Surge agora do nada
Como se nada houvera
Impossível voltar
Dorido perdurar
Aquilo que nem mesmo o tempo conseguiu aplacar...

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