Se durante o dia o voo dos pássaros parece sempre sem destino,
à noite dir-se-ia reencontrar sempre uma finalidade.
Voam para alguma coisa.
Albert Camus
era maio
o sol
o mar
e o céu
tinham outras luzes
do amanhecer ao anoitecer
libertando voos de pássaros
e os sonhos dos pássaros
que distraídos
eram engolidos
pelas nuvens
e nesse movimentos crepuscular
o horizonte se fundia
com a utopia
ia até mais além
onde a vista
nada mais alcançava:
nem o céu
nem o sol
nem o horizonte
nem os pássaros
que engoliram a utopia
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VIII - VIII - MMXXVI
Beth Hart - Stuff For You
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